Professora Sara Larrosa

Professora do Ensino Fundamental – Séries Iniciais, em Nível Médio (Magistério) e de Educação Física, em Nível Superior (Centro Universitário Metodista – IPA) ; Especializanda em Motricidade Infantil (UFRGS); Especialista em Saúde Mental e Coletiva (Residencia da Escola de Saúde Pública – RS);

Trabalhou na Escola de Educação Infantil do Instituto de Educação General Flores da Cunha (P. Alegre). Foi Au Pair da Família Arnlund Yazlle, em Estocolmo – Suécia, onde foi “Sara” da Sofia e da Olivia. Foi Residente em Saúde Mental e Coletiva, no município de Sapucaia do Sul. Trabalhou com oficinas de Teatro (Com a orientação e carinho do saudoso Ivo Bender) e Dança nos serviços assistenciais do município de Gravataí, com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade;

Atualmente Coordena o projeto SLa Niñera, com vivências para Gestantes e orientações de famílias e profissionais sobre seus estudos da Abordagem Pikler e do Método Montessori e temas relacionados ao Puerpério e o brincar na infância e na adolescência.

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= Um Pouquinho da Minha História =

Oi Pessoal,

Eu sou essa aí da foto, com cara de “moleca”, mas já fiz um bocado de coisas na vida. Quando fui pra o Ensino Médio fiz Magistério, como todas as mulheres da minha família materna, foi quase automático, nem pensei muito. Fazia muito sentido seguir esse rumo, mas no estágio obrigatório no final do curso eu fui vendo que ficar com as crianças só na sala de aula, mesmo que sentados em círculo no chão ou correndo entre as mesas não era suficiente e a Educação Física começou a se tornar presente como uma forma de seguir o que eu gostava – estar entre os pequenos – de uma maneira formal (no pátio). Toda a família já achava óbvio a muito tempo, porque eu fiz Ginástica Artística – quando ela ainda se chamava Olímpica- dos 4 aos 16 anos, só eu achava que faria vestibular pra Economia (com 12 anos li uma reportagem que dizia ser um dos cursos indicados pra quem quisesse seguir carreira de diplomata, que era o que eu queria ser quando aos 7 anos fui na despedida do Consul da Espanha, em Porto Alegre e achei essa profissão o máximo).
Na faculdade de Educação Física fui fisgada pelo gosto por pesquisas acadêmicas e me tornei bolsista de Iniciação Científica (fiquei quase 3 anos me “iniciando” – hahaha). Tive ótimos Mestres com os quais me relaciono e tenho carinho até hoje (mais de 10 anos de formada). Fiz a especialização em Motricidade Infantil e fui trabalhar como professora de classe na mesma escola em que havia cursado o Magistério (A boa filha a casa tornou).
Depois de alguns anos surgiu a oportunidade de ter experiência em no exterior unindo tudo que eu mais amo: viajar, conhecer culturas e lugares novos e cuidar de crianças. Enquanto procurava uma família para ser Au Pair (programa que visa intercâmbio cultural em troca de ajuda no cuidado com crianças) só pedia ao cosmos que fosse algo bom, pra ser feliz e crescer, não só passar perrengue como eu lia nos relatos de algumas pessoas.
Então apareceu a família mais amada do mundo que é meio sueca (mãe) e meio brasileira (pai), uma bonequinha de 7 meses e outra bem falante de 2a 6m (ambas nascidas na Suécia),  lá em Estocolmo. Foi a experiência mais extraordinária da minha vida!! Aprendi muito com eles, mas o que mais me marcou foram duas coisas:

  1. Amor só multiplica amor! As crianças não “desamam” a mãe porque amam a tia/vó/au pair…!! Quanto mais gente cuidar das crianças mais o amor será replicado, cada uma tem seu lugar e no coração de uma crianças cabe muuuuiitttaa gente!!
  2. Algumas coisas são só diferentes! Geralmente as pessoas julgam que uma coisa pra ser boa a outra tem que ser ruim e isso não é necessariamente assim! Tem umas coisas que são diferentes de outras, nem melhor, nem pior. Na maioria dos casos nem poderiam ser comparadas, muito menos classificadas!!

Na volta com dor no coração de deixar as minhas meninas passei para a Residência em Saúde Mental e fiquei 2 anos mergulhada na descentralização do cuidado psiquiátrico, na luta antimanicomial e em tentar amenizar o sofrimento das pessoas com questões psíquicas, no meio desse período perdi meu pai – Fernando – uma referência pra mim sobre como cuidar e pensar uma criança. Ele foi a pessoa que me ensinou a nunca deixar de ser um pouco criança, de rir de mim mesma e fazer os outros rirem. Ainda é difícil não poder confirmar com ele as minhas estratégias ou só poder imaginar o que ele diria sobre esse texto, por exemplo. Mas, tudo o que ele me ensinou sobre o amor e o cuidado vai comigo e se espalha por onde as minhas palavras puderem chegar!!

E a minha mãe, outra mestra na arte de ensinar e mimar as pessoas, continua sempre ao meu lado, com algum conselho e pra me fazer pensar!

Terminada a última e mais difícil (pessoal e profissionalmente) etapa da Residência foi hora de colocar essa bagagem de aprendizado em algo que me dá enorme prazer: SLa Niñera!

O projeto é fruto de toda a minha história aí de cima e no caminho encontrei outra grande bênção: Dança Materna Para Gestantes e a parceria com grandes mulheres, me incentiva a seguir acreditando que podemos ajudar famílias, professores e cuidadores a deixar a infância mais leve, bonita e rica em amor e aprendizagem desde o ventre!!

Sigo estudando e trabalhando para que as crianças tenham segurança para crescerem mais felizes!!

Besitos, :* :*

Profa. Sara Larrosa

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